Memórias familiares, histórias sociais e muita vontade de viver.
Nayara Rosado
Dentista, amante das artes. Escritora de textos técnicos e coautora em livros de Odontologia. Iniciando a incursão pela Literatura com um primeiro livro de biografia livre.
Instagram: @nayarafrotarosado
Caros leitores,
Em 2025, o Experimentalismo Online nasceu com um propósito especial: despertar em você o hábito da leitura e da escrita críticas. Ao longo deste ano, percebemos que não estamos sozinhos; contamos com o apoio fundamental de amigos que acreditam que ler e escrever com profundidade é uma necessidade real para todos nós.
A escrita é, sem dúvida, uma das criações mais fascinantes da nossa história. Quando escrevemos ou lemos sobre outras pessoas, sociedades e tempos, tocamos em uma forma de imortalidade. É através desses pequenos signos, organizados com lógica e sensibilidade, que projetamos nossos sonhos em direção a um futuro que ainda estamos por descobrir.
Encerramos neste mês mais um ciclo de ricas experiências, celebrando cada palavra que nos permitiu aprender e evoluir juntos.
Por isso, apresentamos Nayara Rosado e seu "Café da Tarde", uma escritora que prosperou na ideia de unir em livro lindas memórias familiares e afetivas com um pouco de biografia contextualizada e dados de pesquisa, muita pesquisa. Se só pelo contexto histórico, o livro já prenderia o leitor, é bom saber que a cativante saga de pessoas comuns, que fizeram história, nos orgulha de estarmos próximos. Sim! Pessoas incríveis existem e merecem seu registro na história.
José Santhiago
Memórias familiares, histórias sociais e muita vontade de viver
Entre horários corridos e pedidos de desculpas aos vários pacientes com suas próprias necessidades, conseguimos um pouco da atenção de Nayara Rosado, que recentemente lançou o livro Café da Tarde. Escritora, odontóloga e observadora do mundo, ela dedicou atenção à nossa entrevista e, por isso, somos gratos.
Nayara, seja bem-vinda ao site Experimentalismo!
O livro Café da Tarde foi escrito em coautoria com Sonali Rosado e Gustavo Rosado. Com encadernação duradoura, diagramação impecável e uma forte pesquisa fotográfica e de notas jornalísticas, a obra nos apresenta um mundo que está, ao mesmo tempo, no passado e no tempo presente. Trata-se da saga de Dix-Neuf e Odete Rosado, cujos descendentes orgulhosos nos apresentam com ternura e gratidão. As marcas do passado se projetam, ainda, sobre todos que com eles conviveram.
Para comemorar a façanha do livro, notadamente neste momento histórico em que se pesa a responsabilidade da leitura e escrita críticas, elaboramos algumas questões, esperando de Nayara a exposição de suas ideias. Destacamos o fato de que Dix-Neuf e Odete Rosado foram, sobretudo, empreendedores de sua época. Foram pessoas que acreditaram em si mesmas e no futuro. Está aí o resultado!
As questões foram:
Você participou da escrita do livro Café da Tarde. A obra, com uma pitada de biografia e também de estudo histórico, resgata a memória da família de Dix-Neuf Rosado Maia, seu avô. O que a instigou a fazer tal pesquisa sobre o passado de sua família? Quais as perguntas atuais que você procurou responder ao estudar as origens e o desenrolar da vida dos seus antepassados?
Dix-Neuf e sua mulher, Dona Odete, com certeza tiveram que enfrentar vários obstáculos e alguns reveses. Comparando a situação da época deles com a de hoje, quais os obstáculos que você acredita que ainda merecem atenção de toda família que deseja progredir?
No livro, você identifica que a sua família tem uma certa inclinação para o empreendedorismo. Sabemos que, para empreender no Brasil de hoje, faz-se necessária muita obstinação, dedicação e preparação. Seu avô enfrentou tudo isso de modo até mais intenso em função da época, e foi bem-sucedido. O que você tem a dizer para as novas gerações que buscam no empreendedorismo uma alavanca para o sucesso próprio e da família?
Sua escrita indica que a trajetória da sua família nos negócios se deu em várias atividades. Você também, como escritora, avança passos e experiências na odontologia e na escrita literária. De certa maneira, você mantém a tradição de sua família, demonstrando que as pessoas são multifacetadas. Como a técnica literária sozinha não é suficiente para embalar as ideias, como você vem tratando da sua inspiração e do seu processo criativo?
Nayara, seus textos são simples, diretos e cativantes, pois indicam opiniões e visões a partir da reflexão e da observação. A experiência da escrita de Café da Tarde provavelmente lhe deu bagagem para voos literários mais longos. Em uma determinada parte do livro, afirma-se que o passado será visitado. Qual pensamento você gostaria que fosse divulgado aos jovens escritores que pensam em produzir um livro sobre a memória de seus familiares? Afinal, será que narrar memórias faz parte do elenco de coisas importantes que devemos dar à nossa própria existência?
Infelizmente, o tempo foi curto e chegamos ao final de nossa rápida conversa. Ainda assim, perguntamos à Nayara:
qual a mensagem você daria a todos os interessados em histórias familiares e memórias pessoais? Ao terminar de escrever o livro, é possível afirmar que seus ombros ficaram mais leves e a sensação de dever cumprido se tornou plena?
A seguir, publicamos a entrevista em vídeo com Nayara Rosado. Assista, aproveite e deixe seus comentários.
Experientalismo Online entevista:
Memórias familiares, histórias sociais e muita vontade de viver
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